sábado, 6 de abril de 2013

A LINGUAGEM DA ENCENAÇÃO TEATRAL O nascimento do Teatro Moderno - Fichamento.


A LINGUAGEM DA ENCENAÇÃO TEATRAL

O nascimento do Teatro Moderno

Jean-Jacques Roubine.
Fichamento




Segundo Jean-Jacques Roubine, as últimas três décadas do século XIX constituem uma nova época para a arte teatral em função das transformações técnicas, formulação de problemas e invenção de soluções. Poderíamos dizer, como se tornou convencional, que o ponto de partida dessa nova época seja o ano de 1887: quando Antoine fundou o Théâtre-Libre. Mas, simbolicamente, poderíamos também fixar outros anos como inaugurais da encenação no sentido moderno do termo: 1866, data da criação da companhia dos Meininger; ou 1880, quando “a iluminação adentra a maioria das salas europeias”[1].
Nesses últimos anos do século XIX, tivemos dois grandes fenômenos, resultantes da revolução tecnológica, que tiveram grande importância para a evolução do teatro devido ao fato que contribuíram para o surgimento do encenador. A noção de fronteiras, em primeiro lugar, foi dissolvida. E assim, diminuídas as distâncias. Em segundo lugar temos a descoberta dos recursos da iluminação elétrica.
Se na primeira metade do século XIX (até 1840), existia um fronteira política e geográfica que separava o bom gosto, um gosto especificamente francês[2], da estética Shakespeariana, nos anos 1860 as teorias e práticas teatrais não podem ficar restritas a barreiras geográficas e nem serem justificadas por tradições nacionais. O mesmo se dá com o naturalismo:
“(...) dois anos após a criação, por Antoine, do Théâtre-Libre em Paris (1887) inaugura-se em Berlim a Freie Buhne, e 11 anos mais tarde, em Moscou, O Teatro de Arte de Stanislavski e Nemirovitch-Dantchenko. Os Espectros, de Ibsen, têm lançamento na Noruega em 1881 e em 1890 Antoine monta o texto em Paris. As produções de Os tecelões, de Hauptmann, na França e na Alemanha datam do mesmo ano (1892).” (ROUBINE p. 19).

Segundo o autor, trata-se de um fenômeno de divulgação das obras, de difusão de teorias e práticas e desse ponto de vista as turnês feitas a partir de 1874 por toda a Europa – com exceção da França – pelos Meininger, “conjunto criado alguns anos antes pelo duque de Saxe-Meininger, e sua repercussão sobre a evolução do teatro europeu, foram as primeiras manifestações desse fenômeno característico do teatro moderno.”
Para Roubine, a mesma multipolaridade marca a corrente simbolista. O empenho em explorar a teatralidade, a recusa da representação ilusionista, que segundo ao autor, da qual “o naturalismo é apenas uma ponta levada até as últimas consequências”. Afirmam-se nos centros do teatro europeu, com Appia na Suíça, Craig em Londres, Otto Brahams e Reinhardt na Alemanha, Meyerhold em Moscou.  Segundo o Jean-Jacques, se levarmos em considerações as amarras materiais (tecnológicas e econômicas) imbricadas na prática teatral, as diferenças de datas não tem grande significado. Segundo ele, as transformações são naturalmente mais rápidas na pintura do que no palco. Entretanto, nos diz Roubine, as coisas não tardam a precipitar-se:
“Paul For, funda o Théâtre d’Art em 1891, Lugné-Poe o Théâtre de L’CEuvre em 1893. O ensaio de Appia intitulado La mise-en-scène du drame wagnerien, que nos anos 1950-1960 viria a ser a inspiração do novo Bayreuth, data de 1895.  Dez anos depois surge a obra fundamento de Craig, “De l’art du théâtre” (1905), e no ano seguinte o suíço e o inglês, estimulados por uma grande atriz trágica italiana, Eleodora Dulse, associam-se para montar em Florença a obra do dramaturgo norueguês: Romersholm, de Ibsen. Em 1912, a convite de Stanislavski, Craig vai a Moscou para dirigir Hamlet, com o elenco do Théâtre d’Art.”( ROUBINE, p.20).

            Para o autor, as condições de mudanças nas artes cênicas estavam reunidas porque estavam, por uma lado, reunidos os instrumentos intelectuais e a ferramenta técnica que tornava viável uma revolução desse alcance: a descoberta dos recursos da iluminação elétrica: a iluminação elétrica pode modelar  e esculpir o espaço cênico por si só. A iluminação passa  a ser o principal instrumento de estruturação e animação do espaço cênico, a luz torna-se elemento preponderante da cenografia. Para citar de exemplo, a apresentação de Loie Fuller (Follies-Bergéres de Paris em 1891) e encenação de Craig da ópera de Purcell, Dido e Enéias. Poderíamos acrescentar outros como os ensaios de Appia, O teatro e seu duplo (1938), de Artaud. Cada um desses autores afirma a importância da luz no teatro, e lamentam a mediocridade com que os palcos de seu tempo exploram os recursos da luz. Para Roubine, podemos tirar uma conclusão disso tudo:
“(...) a arte da encenação está sujeita a tais pressões econômicas e sociológicas que sua evolução sofre em função delas um peculiar atraso, e sua história parece feita de fases repetitivas. A 30 ou 50 anos de distância, as mesmas tentativas suscitam o mesmo espanto, a mesma surpresa ora indigna, ora cheia de entusiasmo.” ROUBUNE, Jean-Jacques. A Linguagem da encenação teatral, 1880 – 1980/ Jeans Jacques Roubine; tradução e apresentação, Yan Michalski. – 2a. ed. – Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998. p.22.

Segundo Roubine, a revolução feita pela descoberta e utilização da luz elétrica como elemento cênico de importância significativa vem enriquecer a teoria do espetáculo como “um novo polo de reflexão e experimentação, com uma temática da fluidez, a estabilidade e a mobilidade, a opacidade e a irisação etc.”[3] Aparece, assim, a possibilidade de uma realização cênica livre das amarras materiais tradicionais. Sonho esse, sempre alimentado pelo teatro que tem como exemplo os processos ilusionistas dos séculos XVII e XVIII. O debata que permeia todo o século XX, colocando em oposição o naturalismo (figura do real) e o simbolismo (irrealismo), não seria tão intenso e fecundo se não fosse sustentado pela revolução tecnológica baseada na eletricidade.
Antoine, segundo o autor, foi considerado o primeiro encenador, no sentido moderno da palavra. Essa afirmação baseia-se no fato de Antoine ser a primeira assinatura da história do espetáculo. Mas também, porque ele foi o primeiro a sistematizar suas concepções a teorizar a arte cênica. Reconhece-se o encenador porque sua obra é mais, é outra coisa, é fato cênico independente da obra literária. O fato cênico com todos os componentes da montagem: os espaços (palco e plateia), o texto o expectador e o ator. Antoine inaugura a “era da encenação moderna, realizando a ambição mimética que sonha com uma consciência fotográfica entre a realidade e sua representação, ele precipita o fim da era da representação figurativa.”[4] O mesmo sonho acaba pois a ameaçar engolir a especificidade da arte cênica. Como ocorre na pintura da época em relação a expansão fotográfica, e que “só conseguiu resolvê-lo dinamitando a teoria da representação em que até então se baseava.”(Roubine:1980,p.24).
Para Roubine,  aspecto moderno de Antoine reside sobretudo na:
“(...) denúncia de todas as convenções forjadas e depois usadas – como se usa uma roupa – por gerações de atores formados dentro de uma retórica do palco, quer dizer, dentro de uma prática estratificada pelo respeito a uma tradição, ao mesmo tempo em que as condições técnicas se vinham transformando.” (ROUBINE, p.25).

Segundo Roubine, a mesma recusa será norteadora da trajetória de Stanislavski que continuará e completará a de Antoine. Stanislavski, ainda jovem, em viagens a Paris descobriu simultaneamente a tradição declamatória que o irritou muito na Comédie-Française, e a atuação descontraída e elegante dos atores de boulevard. De onde encontramos, hoje, uma prática óbvia de convenções, o que Stanislavski percebia era o frescor e a novidade.
O que ambos, Antoine e Stanislavski, exigiam aos atores, era a difícil conquista de uma verdade interna, singular, em relação a uma verdade geral. “Uma luta pela autenticidade , mesmo que desconcertante, e contra o estereótipo, ainda que expressivo, que caracteriza bem o combate, sempre reiniciado, no encenador no nosso século. É o próprio signo do modernismo.”[5] 
A recusa da estética naturalista, nos aponta Roubine, não é posterior ao auge dessa estética:
“Apenas alguns anos separam a fundação do Théâtre-Libre(1887) da do Théâtre d’Art (1891) ou do Théâtre de L’CEuvre (1893), que viriam a ser os polos da oposição simbolista. Se La princesse Maleine, de Maeterlinck (1889), é posterior de uma ano a Bouchers, ela precede de três anos Os tecelões, de Hauptmann... Essa concomitância merece reflexão.” (ROUBINE, p.26).

Ao naturalismo delimitar uma área, segundo Roubine, é criado um outro lado, uma periferia recusada pelo naturalismo mas que outros artistas preferiram se ocupar/valorizar. E isso evidencia um conflito de princípios entre o naturalismo e o simbolismo. Mas esse é um conflito que diferente daquele empreendido entre a dramaturgia romântica e a estética clássica, é situado sincrônica e não diacronicamente. “O naturalismo estava longe de ser uma tradição gasta e poeirenta quando a aspiração simbolista começou a se firmar.”[6] Essa aspiração foi uma tomada de consciência dos progressos tecnológicos que tornava o palco um instrumento de infinidade de recursos, dos quais o naturalismo explora uma pequena parte, “aquela que permite traduzir o mundo real”( Roubine:1980.p,26). Restou a verdade do sonho, a materialização do irreal a representação da subjetividade que são características facilmente perceptíveis no simbolismo.
Mas, por outra lado, surge uma técnica que , antes mesmo de se tornar uma arte, segundo Roubine, vai subverter os dados da questão:
“As primeira projeções cinematográficas datam de 1888, o mesmo ano de Bouchers; Em 1895 são projetados, no Grand-Café, os primeiros filmes de Louis Lumière, entre os quais L’arroseur arrosé...(...)”(ROUBINE, p.27).

Na concepção de Roubine, os artistas de teatro custaram muito a enxergar o problema que chegava com a cinematografia. Apesar da lentidão de percepção,” o teatro ao longo do século XX, vai ter que redefinir, em confronto com o cinema, não apenas uma orientação estética, mas sua própria identidade e finalidade.”[7]
Segundo Roubine, resumidamente, esse foi o contexto dentro do qual, pode-se dizer, foi dada à luz a prática moderna do espetáculo.
Uma das grandes interrogações do teatro moderno, aponta Roubine, refere-se ao espaço da representação. Sob esse aspecto o rigor da exigência naturalista de Antoine constitui a base de seu modernismo, pois leva as primeiras indagações modernas referentes ao espaço cênico e, mais exatamente, à relação que esse espaço mantem com determinados personagens de uma determinada peça. “É essa preocupação de exatidão naturalista que instiga a pedir que o salão burguês da A parisiense, de Henry Becque que a Comédie-Farnçaise apresenta em 1890, não se pareça com uma grande sala do Louvre.” ( Roubine:1980.p. 27).
Reinvindicações, que segundo Roubine, contém o germe de três postulados fundamentais:
1º) A boca de cena, no quadro do espetáculo em palco italiano (o único conhecido da época), pode e deve ser modulada em função de certas exigências.
2º)Existe uma interdependência entre o espaço cênico e aquilo que ele contém: se a peça fala de um espaço, o delimita e o situa, por sua vez esse espaço não é um estojo neutro. Uma vez materializado, o espaço fala da peça, diz alguma coisa a respeito dos personagens, das suas relações recíprocas, das suas relações com o mundo.
3º) A ocupação e a animação desse espaço devem ser alvo de uma rigorosa reflexão. As implicações da chamada teoria da quarta parede são bem conhecidas: representação mais variada, mais realista, utilização da totalidade do palco etc. Assim mesmo, a denuncia da representação que decorre ao mesmo tempo da rotina e do narcisismo dos atores, interessa mais pelo que recusa (o irrealismo) do que por aquilo que assinala: a representação na ribalta não é uma coisa natural; não é o único modo de intervenção do ator que se possa conceber. Por outro lado, essa prática tem consequências que não podem ser completamente ignoradas: ela rompe a ilusão teatral; lembra ao espectador que ele existe enquanto espectador, e que aquele que age e fala na sua frente não é somente um personagem, mas ao mesmo tempo alguém que representa um personagem.
O gênio de Antoine, segundo Antoine, consiste aí em permitir uma tomada de consciência: a prática do teatro é composta de um conjunto de fenômenos históricos; ela não é evidente por si só. Não é imutável, nem natural. Desse modo, Antoine apodera-se dos dois territórios do encenador moderno, o espaço cênico e o trabalho do ator. Revela que o espaço da peça é também a área de representação, um conjunto de elementos que orientam e marcam a intervenção do intérprete. E que o papel de um verdadeiro encenador consiste em recusar-se a suportar passivamente essa percepção, e, pelo contrário, assumi-la e governá-la. Antoine introduz elementos verdadeiros, objetos reais, e ao fazê-lo revela algo que o teatro do século XX não poderá mais esquecer: aquilo que poderíamos denominar a teatralidade do real. Devemos também a Antoine, segundo Roubine, uma indagação que os progressos técnicos nunca mais deixarão de colocar na ordem do dia: a questão da iluminação. A pesquisa de Antoine é inseparável da introdução da eletricidade na prática teatral, sua estética naturalista o conduziu a acentuar o efeito do real, ao fazê-lo ele revelava a flexibilidade e a potencial riqueza da nova ferramenta.
            Segundo Roubine, a contribuição do simbolismo para a encenação moderna não é menos considerável. Para o autor, graças à teoria simbolista do espaço teatral, o pintor entra em cena com o seu cavalete. Com os símbolos, os pintores invadem o palco. E com os pintores, as pinturas. Entra também, a consciência de que aquilo que o espaço cênico nos faz ver é uma imagem. Imagem em três dimensões, organizada, animada.. Descobre-se que essa imagem pode ser composta com a  mesma arte que um quadro, ou seja, que a preocupação dominante não é mais a fidelidade ao real, mas a organização da formas, a relação recíprocas das cores, o jogo das áreas cheias e vazias, das sombra e das luzes. O fato é que, segundo Roubine, se Craig excluiu da criação cênica qualquer outra personalidade que não seja a que ele chama de régisseur, nem por isso ele deixa de exigir que este companha a sua obra como um conjunto orgânico de imagens em movimento, tendendo para a abstração.
            Transformado em espaço de jogo ou de sonho, nos evidência Roubine, o cenário simbolista propõe uma nova concepção da cor. Não passando até então de instrumento de figuração, ela assume agora uma função simbólica. O diretor não deixará mais o cenógrafo a tarefa da cenografia. Deliberadamente, procurará explorar essas potencialidades cromáticas colocadas num plano de igualdade com a música. Utilizará as cores “para metabolizar certas intenções”, como escreveu Alphonse Germain, que proclamou também que “a cor (...) engenhosamente distribuída(...)atua sobre as multidões quase tanto quanto a eloquência”. Uma concepção simbólica da cor encarada, segundo Roubine, como veículo de um sentido difuso, trabalhando, digamos, não mais apenas com fins de denotação, mas também de conotação. Luz e cor são objeto de uma teorização e de uma prática de caráter simbológico, que prosseguirão sem solução de continuidade ao longo do século XX.
            Segundo Roubine, o que o palco moderno deve essencialmente ao espetáculo simbolista é a redescoberta da teatralidade. Enquanto não existe mais nada no palco que tenha vestígio da figuração, da verossimilhança, da coerência... ainda assim existe algo para ser visto: a teatralidade.
            Para Roubine, Alfred Jarry inaugura desse modo uma tradição fundamental na história da encenação moderna. Desde então, o teatro ousa mostrar-se nu. O que lhe garantirá, em primeiro lugar, uma grande flexibilidade e liberdade de movimentos. O espaço cênico vai tornar-se uma área de atuação; o ator vai virar puro instrumento da representação, renunciando à sua personalidade de ator ou à identidade do seu personagem.
Uma das grandes interrogações do teatro moderno será, segundo Roubine, a relação do espectador com o espetáculo. Mayerhold gostaria de arrancar o espectador de sua não-existência de voyeurs à qual foi reduzido pelo naturalismo, para associá-lo ao trabalho do autor, do diretor e do intérprete, fazer dele “o quarto criador.”
            Mas, segundo Roubine, a interrogação essencial que emerge do debate entre o naturalismo e o simbolismo é na verdade a questão basilar de toda encenação, a questão da qual nasce literalmente a figura do encenador: o que é um espetáculo teatral?
            Com Antoine, afirma o autor, a questão do espetáculo formula-se nos termos que utilizamos até hoje. O encenador é o gerador da unidade, da coesão, interna e dinâmica da realização cênica. Antoine foi um dos primeiros a impor, na França, essa abordagem do teatro. Se o naturalista extermina e liquida uma era da história do espetáculo, o encenador inaugura uma nova época do teatro.
Segundo Roubine, afirmação dessa soberania do encenador impôs-se hoje tal ponto que parece inerente a qualquer prática do teatro. A exigência de modernização repousa sobre o que se poderia chamar um mecanismo de extermínio reproduzido por cada geração. Inversamente, afirma Roubine, uma reverência excessiva em relação a antecessores e à tradição parece de todo incompatível com a procura de formas novas e de práticas revolucionárias. Dessa maneira, o modernismo do espetáculo simbolista apoia-se numa reação niilista radical que preconiza nada menos do que a abolição do espetáculo. Considera-se que o teatro chegou a um tal ponto de decadência que seria ilusório procurar reformá-lo. O único teatro que valesse a pena só poderia ser representado no palco da imaginação, e a verdadeira encenação seria assegurada pelo leitor, no próprio ato da leitura.
“Craig: um homem de teatro, reconhecido como uma dos atores mais dotados e um dos diretores mais promissores de sua geração retome e endosse uma argumentação radical, eis um fato quase único nos anais do teatro; e que vai repetir-se, alguns anos mais tarde, com Artaud e Brecht. Decadente, prostituído, o teatro virou uma indústria que produz a insignificante diversão que atende à procura do público burguês que monopoliza os teatros.” (ROUBINE, p. 44).

A cargo de conclusão, segundo Roubine:

“Tudo se passa sempre como se a condenação do teatro à morte permitisse a ressurreição da arte Teatral.” (Roubine:1980,p.44).





[1] ROUBINE, Jean-Jacques. A Linguagem da encenação teatral, 1880 – 1980/ Jeans Jacques Roubine; tradução e apresentação, Yan Michalski. – 2a. ed. – Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998. p. 14.
[2] Idem. P. 19.
[3] ROUBINE, Jean-Jacques, p.23.
[4] ROUBINE, p.24.
[5] ROUBINE, Jean-Jacques. A Linguagem da encenação teatral, 1880 – 1980/ Jeans Jacques Roubine; tradução e apresentação, Yan Michalski. – 2a. ed. – Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998. P:26.
[6] Idem.
[7] ROUBINE, p.27.



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